Sindicato dos Servidores do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco
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Notícias do Sindicontas
Sindicato recomenda matéria do Diario de PE
Nesta semana em que promoveu a realização de uma série de palestras sobre educação financeira para os servidores do TCE-PE, o SINDICONTAS demonstra mais uma vez a sua preocupação com o tema e divulga, nesta quarta-feira (9), uma interessante matéria sobre uma cartilha que visa ajudar as pessoas na hora de pegar empréstimos e evitar o comprometimento de todo o orçamento (confira algumas dicas clicando neste link). Publicado no caderno de economia na edição da última terça-feira (8) do Diario de Pernambuco, o texto “Os cuidados em época de juro baixo”, de autoria da jornalista Rosa Falcão, pode ser lido abaixo:
“A corrida dos bancos para baixar juros e atrair o público com vantagens na contratação de empréstimos é mais um motivo para o consumidor ficar de olhos bem abertos. Nada de se apressar para fechar negócio sem checar as condições do financiamento e o preço dodinheiro. Para orientar o brasileiro nessa empreitada, a Associação Proteste de Defesa do Consumidor lançou uma cartilha eletrônica com dicas sobre o crédito consciente. A publicação traz um abecedário do crédito e das finanças explicando os termos mais usados pelo mundo financeiro. Tudo o que você precisa saber antes de pegar dinheiro emprestado, usar o cartão de crédito ou entrar no limite do cheque especial.
A ideia da Proteste é informar o consumidor sobre o funcionamento do mercado de crédito. Evitar que as pessoas troquem os pés pelas mãos e entrem para o time dos superendividados. São aqueles que comprometem mais de 30% do que ganham para pagar dívidas. Na lista dos débitos, estão incluídos os crediários, cartões de crédito, empréstimos bancários, juro do cheque especial, financiamentos imobiliários e de veículos. ‘Lançamos a cartilha para orientar as pessoas. Pensamos nas pessoas que já estão endividadas e nas pessoas que estão pensando em tomar crédito ou financiamento’, diz Tatiana Viola de Queiroz, economista da Associação Proteste de Defesa do Consumidor. Ela acrescenta que o crédito no Brasil está cada vez mais fácil e o número de consumidores com acesso às operações de crédito tende a aumentar com a redução maior das taxas de juros.
A publicação online tem 15 páginas e interage com o leitor de forma didática e com linguagem acessível. Tatiana chama a atenção para o abecedário explicando as várias nomenclaturas do mercado de crédito. Explica, por exemplo, qual o papel do Banco Central, os vários tipos de empréstimos e financiamentos, os juros, os encargos administrativos, além do funcionamento dos cadastros negativo e positivo de crédito e a cobrança de juros extorsivos pelo agiota. A economista da Proteste diz que o consumidor brasileiro ainda é desinformado quando o assunto é dinheiro. ‘As pessoas precisam entender o que estão contratando e a melhor forma de obtenção do crédito. A desinformação é mais técnica por não saberem direito como funciona o cheque especial e porque os juros no cartão de crédito são tão altos’, salienta.
Tatiana destaca que em muitos casos os próprios funcionários dos bancos não compreendem o que vendem, ou explicam com linguagem técnica e de difícil compreensão ao público. Ela defende que o fornecedor, inclusive as instituições financeiras, têm a obrigação de dar essas informações de maneira mais clara e correta, como prevê o Código de Defesa do Consumidor (CDC). A economista alerta que a falta de informação é um dos fatores que contribui para o superendividamento dos consumidores. Além disso, ela aponta o crédito fácil e o desconhecimento sobre o funcionamento do mercado de crédito. Tem também o apelo do consumo. ‘O brasileiro é julgado pelo que tem e não pelo que é. Muitas vezes adquire bens e produtos desnecessários para se enquadrar no grupo social e acaba se endividando’, intui.”
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